quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Em business, grátis tem valor.


Esse assunto do zero merece um pouco mais de discussão. Kristina Shampanier e Dan Ariely fizeram o seguinte teste. Em um órgão público, montaram uma barraca com os seguintes dizeres: um chocolate por cliente.

Havia dois tipos de chocolate, uma trufa Lindt e Kisses, da Hersheys. Para quem não conhece, Lindt são trufas suíças de altíssima qualidade. Custam, em média, US$ 0,50 cada. Os Kisses são produtos de qualidade reconhecidamente menor.

Praticaram os preços do Lindt a $ 0,15 e os Kisses a $ 0,01. O resultado foi perfeitamente racional: 73% optaram pelo Lindt, afinal, tinha qualidade superior e o preço era mesmo uma pechincha considerando o produto.

Depois, alteraram a promoção e colocaram o Lindt por $0,14 e o Kiss de graça.
Na prática, qual é a diferença da oferta acima? Absolutamente nenhuma. O Lindt continuou $0,14 mais caro que o Kiss.

No entanto, o público não se comportou com tanta racionalidade assim. A escolha pelo Lindt despencou dos 73% para 31%. Uma reversão assustadora.

A única explicação plausível para o fato é a força de atração do grátis.

Em business temos que buscar sempre atrair o público. O grátis tem forte apelo e temos, sim, que buscar ofertas grátis para atrair a atenção.

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